quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Crónicas de Moçambique:Trabalhos em duas frentes

O grupo dividiu-se e ficaram dois na biblioteca de S. Miguel e quatro foram para a biblioteca de Menegon iniciar a informatização das bibliotecas existentes.

O dia correu bem, conseguimos atenuar o problema da água, já que nos foi colocado água fresca nos bidões e nos baldes para nos lavarmos e arrefecer os ânimos.

O astral subiu, fizemos um lanche nocturno retemperador, vimos as fotos no data show,  e tentamos ver um filme, mas fomos vencidos pelo cansaço.

Amanhã espera-nos nova jornada e rezamos para que os livros finalmente cheguem para entrarmos em velocidade cruzeiro.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Crónicas de Moçambique: Início dos trabalhos

Todo o grupo foi para Biblioteca S. Miguel da Paróquia para iniciar a formação a quatro bibliotecários. Foi um gozo, seis formadores para quatro alunos, não correu bem porque não estávamos preparados para fazer as adaptações necessárias no momento.

Depois engrenamos e estamos convencidos que, apesar das contrariedades, conseguimos os objectivos iniciais.

A tensão aumentou e a água nos campos diminuiu, imaginem a falta que a água faz…

Jantamos nesse dia e somos sinceros, não fomos capazes de actualizar a nossa página…

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Crónicas de Moçambique: De Lichinga a Cuamba

De manhã bem cedo começamos com uma visita à famosa horta de D. Élio – Bispo de Lichinga. Não se admirem porque o Bispo é um admirador e conhecedor das características e qualidades das plantas.

Depois de fazermos uma visita à cidade conduzidos pelo Francis, Director do ESAM-Ensino Secundário Aberto de Moçambique, seguimos para a Escola da Cerâmica onde estão instalados três voluntários (Rita, Carla e Lurdes) onde irão trabalhar com os educadores das escolinhas da região.

Novamente fizemo-nos à estrada rumo a Massangulo, onde visitamos a irmã Divina que nos recebeu carinhosamente, acompanhada de duas crianças órfãos ( o Rafa e a Luquia ) brindando-nos com um lanche. Mostrou-nos o Santuário Diocesano da Nossa Senhora da Consolada e parte da obra feita pela sua instituição nessa cidade.

A nossa próxima paragem foi na ponte que atravessa o rio Lugenda para esticar as pernas e ver os níveis que o rio atinge na época das chuvas, um local agradável. De novo seguimos pela estrada poeirenta, sempre ladeada de aldeias, pessoas e animais, e chegámos finalmente ao nosso destino - Cuamba.

Já em Cuamba, visitamos as instalações do ESAM, onde iremos ficar provisoriamente esta noite, jantámos e antes de repousar tivemos uma pequena e breve reunião com o Padre Rogério, pároco de Cuamba, a fim de organizar e planear os nossos trabalhos para o dia seguinte. Por hoje é tudo amanhã há mais...

domingo, 1 de agosto de 2010

Crónicas de Moçambique: A Caminho de Lichinga

Partida
Na tarde de 30 de Julho um grupo de 8 pessoas (Eduardo, Maria, Natália, Paulo, Lurdes, Rita, Carla e Avelino) cheias de confiança e determinação partiram do Porte rumo a Lisboa dando início à longa caminhada rumo a Lichinga. Na mesma tarde partia do Funchal um jovem voluntário (Rogério) que se juntaria ao restante grupo na madrugada no dia seguinte.

Em Lisboa fomos acolhidos pelo Seminário de Nossa Senhora de Fátima que nos transportou do e para o Aeroporto, permitindo-nos assim descansar um pouco para a viagem longa que nos esperava.

No dia 31 de Julho, pelas 5 horas da madrugada, com a bagagem cheia de ansiedade e coragem, o grupo foi confrontado com a primeira grande contrariedade, isto é, a nossa amiga TAP, disse que ainda não estávamos preparados para a acção e então adiou o voo das 6h30m para as 15h30 m.

O grupo reagiu positivamente retemperando forças no chão do Aeroporto e enfrentou a viagem com bravura.

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Chegada a Maputo
As 12 de horas de atraso em Lisboa transformaram a nossa viagem num verdadeiro tormento. O cansaço provocado pela chegada por volta das 3 h da madrugada foi amenizado pelo acolhimento e o “mata bicho” oferecido pela comunidade Dehoniana de Maputo.

Após este pequena pausa regressamos ao Aeroporto de Maputo para embarcarmos finalmente para o nosso destino – Lichinga, com um intervalo para esticar as pernas em Nampula.

Finalmente Lichinga!
Será que é verdade? Afinal é mesmo, após dois dias de aventuras sentimos o ar fresco e convidativo para começar a trabalhar...
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… à nossa espera estava a Irmã Olívia e o Francis que nos transportaram para um retemperador almoço e um merecido descanso zzzz …

O Grupo jantou com o Bispo de Lichinga, D.Élio, Irmã Olívia e Francis na residência episcopal.

O grupo de informática

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Crónicas de Moçambique: Sem comunicação em Nampula

Desde que eu voei de Maputo para Nampula a 23 de Julho que nunca mais
tive comunicação e contactos com o exterior: a fibra óptica rompeu-se
no Xai  Xai e deixou tudo sem internet, sem MCEL e sem VodACOM (duas
redes de telemóveis).

Assim, depois de respirar da viagem Lisboa-Maputo-Fomento-Nampula, no
dia 25 de Julho tivemos um encontro com 50 professores da paróquia dos
dehonianos aqui de S. Pedro em Nampula.

E de 26 de Julho a 28 de Julho, estive a orientar um retiro para
jovens no mosteiro dos irmãos em Rex aqui a 20 kms da cidade de
Nampula.

A partir de hoje começa o retiro da Diocese para 50 padres diocesanos
de Nampula em Anchilo.
Lá vamos nós outra vez até 4 de Agosto, dia do Cura de Ars.

adérito gomes barbosa

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Crónicas de Moçambique: Saudações de Moçambique

Como não sei se a internet funciona lá para cima, aproveito a minha passagem por Maputo para vos dar uma palavra amiga. Cheguei há 5 horas, de Lisboa.
Já preparei a biblioteca de Fomento. Com o P. Ruffini, contactei a Empresa que nos trouxe os ivros. Já chegou a segunda carrada. Daqui a duas horas parto para Nampula.

Depois vou encontrar os 10 lichinguenses em Lichinga e Cuamba. Toda a gente vos espera nos 130.000 km2.

Desejo aos ten (não teenagers) uma boa viagem.

O espírito de África continua com a sua natureza belíssima, com esperanças enormes, com as pessoas na expectativa e a movimentar-se por tudo o que é sítio.

É caso para lembrar o que diz o Sínodo Africano 2009: África levanta-te. Isto fascina. Melhor é um fascínio.
Aguardando-vos aqui no continente verde
adérito gomes barbosa

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Crónicas de Moçambique: Ainda em Moçambique

Desde o dia 29 de Junho até hoje dia 5 de Julho foi impossível enviar-vos alguma crónica como percebereis ao longo do texto.

No dia 29 de Junho, às 5.45h da manhã rezamos as Laudes, celebramos a Eucaristia. A seguir partimos de Quelimane em direcção ao Guruè (gurue é o som da perdiz). O nosso carro (eu e a voluntária Maria Arbona) vermelho era conduzido pelo P. Ruffini, também conhecido como a flecha da Zambézia.

A nossa primeira etapa de 400kms deveria terminar no Alto Molocuè. Nos primeiros quilómetros, ao longo da estrada viam-se muitas bicicletas que serviam de táxi. As bicicletas táxi tinham uma pequena almofada em cima da roda traseira para levar o passageiro que pagava de 7 a 10 meticais.

Depois de 150kms, paramos em Mocuba, onde visitamos a Ir. Paquita, directora do Hospital de Medicina Alternativa. Quando retomamos a viagem, encontramos 50kms de buracos e “estrada feia”, como dizia o Ruffini, que nunca mais acabava…A uma certa altura, diz o motorista: quando vires uma antena é Nampebo, logo o fim da estrada feia.

Mas de Nampebo ao Alto Molocuè fizemos a estrada bonita em 75 minutos.

Às 13.30h, entramos na missão do Alto Molocuè, missão que será casa durante dois anos para a Maria Águasvivas Arbona Palmeiro. A voluntária Elisa que vai passar o testemunho para a Maria recebeu-nos acompanhada do superior. Almoçamos e deixamos a Maria para tomar contacto com a casa, a biblioteca, as salas, as hortas das couves…

Continuamos a nossa viagem para o Guruè às 15.00h com o motorista Ruffini, o P. Choncho (palavra que quer dizer torre, alto), o P. Domingos, o P. Elias e eu.

Passamos em Nauela, a missão onde vivi durante um ano e cujo telhado da Igreja bonita foi levado num temporal há pouco tempo. Passamos por Milevane, meu antigo seminário (a palavra milevane vem da palavra muleva, nome dado a uma árvore. O plural de muleva é mileva e o ne é locativo).

Paramos ainda em Milevane na casa das irmãs para comprar o queijo das cabras delas.

A seguir continuamos para o Guruè, atravessando todo o caracol, cuja estrada não é muito agradável.

Lá chegamos aos Guruè pelas 19-30 horas. O encontro de formação permanente decorreria no edifício do noviciado. Com eletricidade, de vez em quando, e a água a faltar nos quartos, já que fora chovia a pântanos.

No dia 30 de Junho começamos o nosso curso sobre dinâmicas inter-relacionais e inter-activas para a comunidade.

Participavam 30 religiosos da província moçambicana e um padre diocesano da Argentina que está a fazer uma missão de dois anos na nossa comunidade de Alto Molocue.

Tudo correu bem…entre algumas palavras de humor. Quando estávamos a almoçar, dizia alguém: passa-me o Instrumentum Laboris. Não percebi. Depois vi que o abre cervejas tem esse nome.

No dia 4 de Julho, houve a profissão perpétua do Ir. Basílio com a presença do Sr. Bispo D. Francisco Lerma, natural de Múrcia.

Depois do almoço cada carro começou rumar às suas comunidades.

Eu vim com o P. Carlos Lobo e o P. Pistelli por Mulevala, onde estão a construir um santuário a NªSª por uma suposta aparição.

Continuamos a viagem e só chegamos aqui a Quelimane às 21.00horas.