quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Crónicas de Moçambique: Centro Nutricional de Cuamba

Continuamos o trabalho do dia anterior nas respectivas bibliotecas. De tarde, por volta das 16:30h, os dois grupos encontraram-se com o Pe Rogélio no Centro Nutricional de Cuamba, uma obra de apoio a crianças subnutridas e iniciada por uma irmã brasileira que é especialista em Medicina Natural e que agora é continuada pela irmã Aila e outras locais.

Mostraram-nos as instalações e explicaram-nos o seu funcionamento: algumas crianças vão directamente ao centro onde lhes é feito um exame prévio e poderão ficar lá internadas ou serem encaminhadas para o hospital; outras são enviadas pelo hospital depois de serem avaliadas. Neste centro ficam internadas (acompanhadas pelas mamãs) durante o tempo necessário para a criança atingir o peso suficiente para regressarem a suas casas. Neste momento estão internadas quinze crianças e onze mamãs.
As carências são de vária ordem a começar pela falta de: colchões, cobertores e alimentação, mas mesmo assim o centro tem feito autênticos milagres, se não existisse muitas crianças teriam morrido.
O grupo ficou devastado, não há palavras que descrevam esta realidade e ficamos com muita vontade de ajudar e divulgar esta obra.
As 18:00h, fomos a Faculdade de Agricultura assistir a uma Eucaristia celebrada  pelo Pe Lionel que se despedia como professor e Capelão ao fim de dois anos com destino a outra missão em Nampula.
A eucaristia foi uma festa de homenagem com cânticos de alegria, discursos de agradecimento, prendas e um lanche final no jardim.
Ficamos deslumbrados pela alegria deste povo que sabe dar valor à vida e à amizade apesar das provações por que passam.
A noite reunimos num café muito agradável e falamos sobre o que poderíamos fazer pela obra do Centro Nutricional e das emoções de um dia tão intenso. Telefonamos para o outro grupo para partilhar a experiência.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Crónicas de Moçambique:Trabalhos em duas frentes

O grupo dividiu-se e ficaram dois na biblioteca de S. Miguel e quatro foram para a biblioteca de Menegon iniciar a informatização das bibliotecas existentes.

O dia correu bem, conseguimos atenuar o problema da água, já que nos foi colocado água fresca nos bidões e nos baldes para nos lavarmos e arrefecer os ânimos.

O astral subiu, fizemos um lanche nocturno retemperador, vimos as fotos no data show,  e tentamos ver um filme, mas fomos vencidos pelo cansaço.

Amanhã espera-nos nova jornada e rezamos para que os livros finalmente cheguem para entrarmos em velocidade cruzeiro.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Crónicas de Moçambique: Início dos trabalhos

Todo o grupo foi para Biblioteca S. Miguel da Paróquia para iniciar a formação a quatro bibliotecários. Foi um gozo, seis formadores para quatro alunos, não correu bem porque não estávamos preparados para fazer as adaptações necessárias no momento.

Depois engrenamos e estamos convencidos que, apesar das contrariedades, conseguimos os objectivos iniciais.

A tensão aumentou e a água nos campos diminuiu, imaginem a falta que a água faz…

Jantamos nesse dia e somos sinceros, não fomos capazes de actualizar a nossa página…

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Crónicas de Moçambique: De Lichinga a Cuamba

De manhã bem cedo começamos com uma visita à famosa horta de D. Élio – Bispo de Lichinga. Não se admirem porque o Bispo é um admirador e conhecedor das características e qualidades das plantas.

Depois de fazermos uma visita à cidade conduzidos pelo Francis, Director do ESAM-Ensino Secundário Aberto de Moçambique, seguimos para a Escola da Cerâmica onde estão instalados três voluntários (Rita, Carla e Lurdes) onde irão trabalhar com os educadores das escolinhas da região.

Novamente fizemo-nos à estrada rumo a Massangulo, onde visitamos a irmã Divina que nos recebeu carinhosamente, acompanhada de duas crianças órfãos ( o Rafa e a Luquia ) brindando-nos com um lanche. Mostrou-nos o Santuário Diocesano da Nossa Senhora da Consolada e parte da obra feita pela sua instituição nessa cidade.

A nossa próxima paragem foi na ponte que atravessa o rio Lugenda para esticar as pernas e ver os níveis que o rio atinge na época das chuvas, um local agradável. De novo seguimos pela estrada poeirenta, sempre ladeada de aldeias, pessoas e animais, e chegámos finalmente ao nosso destino - Cuamba.

Já em Cuamba, visitamos as instalações do ESAM, onde iremos ficar provisoriamente esta noite, jantámos e antes de repousar tivemos uma pequena e breve reunião com o Padre Rogério, pároco de Cuamba, a fim de organizar e planear os nossos trabalhos para o dia seguinte. Por hoje é tudo amanhã há mais...

domingo, 1 de agosto de 2010

Crónicas de Moçambique: A Caminho de Lichinga

Partida
Na tarde de 30 de Julho um grupo de 8 pessoas (Eduardo, Maria, Natália, Paulo, Lurdes, Rita, Carla e Avelino) cheias de confiança e determinação partiram do Porte rumo a Lisboa dando início à longa caminhada rumo a Lichinga. Na mesma tarde partia do Funchal um jovem voluntário (Rogério) que se juntaria ao restante grupo na madrugada no dia seguinte.

Em Lisboa fomos acolhidos pelo Seminário de Nossa Senhora de Fátima que nos transportou do e para o Aeroporto, permitindo-nos assim descansar um pouco para a viagem longa que nos esperava.

No dia 31 de Julho, pelas 5 horas da madrugada, com a bagagem cheia de ansiedade e coragem, o grupo foi confrontado com a primeira grande contrariedade, isto é, a nossa amiga TAP, disse que ainda não estávamos preparados para a acção e então adiou o voo das 6h30m para as 15h30 m.

O grupo reagiu positivamente retemperando forças no chão do Aeroporto e enfrentou a viagem com bravura.

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Chegada a Maputo
As 12 de horas de atraso em Lisboa transformaram a nossa viagem num verdadeiro tormento. O cansaço provocado pela chegada por volta das 3 h da madrugada foi amenizado pelo acolhimento e o “mata bicho” oferecido pela comunidade Dehoniana de Maputo.

Após este pequena pausa regressamos ao Aeroporto de Maputo para embarcarmos finalmente para o nosso destino – Lichinga, com um intervalo para esticar as pernas em Nampula.

Finalmente Lichinga!
Será que é verdade? Afinal é mesmo, após dois dias de aventuras sentimos o ar fresco e convidativo para começar a trabalhar...
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… à nossa espera estava a Irmã Olívia e o Francis que nos transportaram para um retemperador almoço e um merecido descanso zzzz …

O Grupo jantou com o Bispo de Lichinga, D.Élio, Irmã Olívia e Francis na residência episcopal.

O grupo de informática

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Crónicas de Moçambique: Sem comunicação em Nampula

Desde que eu voei de Maputo para Nampula a 23 de Julho que nunca mais
tive comunicação e contactos com o exterior: a fibra óptica rompeu-se
no Xai  Xai e deixou tudo sem internet, sem MCEL e sem VodACOM (duas
redes de telemóveis).

Assim, depois de respirar da viagem Lisboa-Maputo-Fomento-Nampula, no
dia 25 de Julho tivemos um encontro com 50 professores da paróquia dos
dehonianos aqui de S. Pedro em Nampula.

E de 26 de Julho a 28 de Julho, estive a orientar um retiro para
jovens no mosteiro dos irmãos em Rex aqui a 20 kms da cidade de
Nampula.

A partir de hoje começa o retiro da Diocese para 50 padres diocesanos
de Nampula em Anchilo.
Lá vamos nós outra vez até 4 de Agosto, dia do Cura de Ars.

adérito gomes barbosa

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Crónicas de Moçambique: Saudações de Moçambique

Como não sei se a internet funciona lá para cima, aproveito a minha passagem por Maputo para vos dar uma palavra amiga. Cheguei há 5 horas, de Lisboa.
Já preparei a biblioteca de Fomento. Com o P. Ruffini, contactei a Empresa que nos trouxe os ivros. Já chegou a segunda carrada. Daqui a duas horas parto para Nampula.

Depois vou encontrar os 10 lichinguenses em Lichinga e Cuamba. Toda a gente vos espera nos 130.000 km2.

Desejo aos ten (não teenagers) uma boa viagem.

O espírito de África continua com a sua natureza belíssima, com esperanças enormes, com as pessoas na expectativa e a movimentar-se por tudo o que é sítio.

É caso para lembrar o que diz o Sínodo Africano 2009: África levanta-te. Isto fascina. Melhor é um fascínio.
Aguardando-vos aqui no continente verde
adérito gomes barbosa