As comunidades a que assiste a missão Dehoniana no Alto Molócuè são 297.
Pela quantidade de comunidades e pelo reduzido número de padres de que a missão dispõe resulta que por ano serão visitadas mais ou menos duas vezes.
Neste último fim-de-semana foram visitadas cinco dessas comunidades.
No sábado, numa delas, foi celebrante um sacerdote diocesano natural da Argentina que está estagiando nesta missão e que ainda este ano regressará ao seu País. Na segunda comunidade esteve um acólito, que será ordenado Diácono ainda no corrente ano, a fazer a celebração da palavra. Na terceira comunidade estiveram dois padres. Um deles não celebra em virtude dos seus 87 anos de idade - mas quer sempre acompanhar. Nesta terceira comunidade estive eu também.
Para lá chegar, partimos às 7 da manhã e foram percorridos 37 km, sendo os primeiros 20 em alcatrão. A duração da viagem foi contudo de aproximadamente uma hora.
Gostaria de partilhar com quem tem a paciência de me ler o que é estar nestas comunidades, mas tal é indescritível. Só vendo.
A população sai-nos ao caminho. O sacerdote abranda o carro para que a população nos acompanhe. Os cânticos e as palmas não param. Chegados à Igreja é-nos dado um aperto de mão, em três movimentos, por toda a assembleia. Fui rodeado por todos até o Padre estacionar. Imaginaram-me padre. Desta deslocação fiz três vídeos em momentos diferentes. Um precisamente à chegada, outro já no final da eucaristia em que foram apresentadas as boas-vindas com muita música decorrendo também a leitura de um pequeno texto. O terceiro vídeo documenta o que no final foi a procissão de ofertas para o Padre. O pouco quem têm partilham. Grande lição de humildade e solidariedade nos dão.
Uma chaga desta sociedade é o alcoolismo - claro que também temos esta chaga mas outros meios para a combater. Na homília o sacerdote falou dela.
Como a homília é partilhada resolvi sugerir que iniciassem encontros periódicos com essas pessoas que tenham vontade de deixar de beber cuja orientação ficará a cargo de algum responsável local. Foi aceite a ideia e o Padre disse que, quando ali voltasse, gostaria que houvesse resultados positivos.
No final houve confissões e um encontro de jovens. Queriam que eu fosse o orientador. Claro que chamei o responsável para orientar pois eu estava ali mais para aprender. Fui muito questionado. A todas as questões procurei responder.
Acabada esta visita, fomos banqueteados, digo bem, banqueteados. Havia três tipos de arroz, batata frita, frango assado e guisado e salada de alface e tomate, tudo em grande quantidade. Diz o sacerdote que em 20 anos que leva de Moçambique nunca foi assim recebido. Ali foi a sua primeira visita.
No final voltaram os apertos de mão e acompanhamento até à estrada sempre a cantar.
No Domingo fomos mais perto. Visitámos duas comunidades. Na primeira ficaram o acólito, um sacerdote e uma voluntária seguindo o restante para a segunda comunidade.
O ritual foi igual ao do sábado. A única diferença esteve na participação deste grupo de jovens que esteve muito fechado. Estranhei que não me tivessem feito perguntas. Provavelmente não lhes consegui transmitir confiança.
O presente relato traduz a minha vida de uma semana passada em redor das missões dehonianas
Na segunda-feira, dia 18, partimos em visita às missões dehonianas na Província da Zambézia. Eu, a voluntária Maria e os padres Domenico, italiano e Miguel, argentino.
Foi um percurso superior a mil quilómetros em que apenas uns cento e cinquenta foram em piso alcatroado.
Partimos muito cedo. Eram 5.15 horas.
Lavávamos connosco, pois dormiu nessa noite na nossa casa, um rapaz colocado na missão do Gurúè, o João de meu nome, ao abrigo de um qualquer acordo com o IPPAR, sendo os encargos da missão o alojamento, alimentação e lavandaria. Ali chegados pude rever tanta gente que conheci em 2005/2006. Foi realmente uma festa.
Deixado este hóspede partimos em direcção a Namarrói onde almoçámos. São dois padres Moçambicanos que tomam conta da missão. Como falta o dinheiro - só têm da diocese um valor equivalente a 20 € - têm de dar aulas no ensino oficial para poderem sobreviver. Daqui auferem cerca de 60€. Não chega para reparar as instalações, a viatura que está encostada às "boxes", etc.
Rumámos ao Gurúè onde revi outras pessoas. Ali jantámos e pernoitámos no noviciado, uma obra que estava em construção em 2006. Apesar de instalações recentes já se notava a necessidade de alguma intervenção.
Seguiu-se a missão do Ile, também abandonada e em ruínas. Os padres, neste caso Moçambicanos, estão a viver numa outra casa que lhes foi doada por portugueses.
Dirigimo-nos em direcção à missão de Nossa Senhora de Lurdes de Mulevala. Esta missão foi recuperada pelo Padre Domingos, Moçambicano, que visitei em 2006, e que veio a falecer tragicamente de acidente quando regressava a casa depois de ter ido levar uma doente ao Hospital de Quelimane. Actualmente estão lá dois padres moçambicanos, um deles o Padre Sigome, que tive o gosto de receber em minha casa por duas vezes. Aí almoçámos do que levávamos pois esta missão vive em extrema dificuldade não apenas pela pobreza em si mas porque a morte do Padre Domingos, que também recebi em minha casa, deixou muitas dívidas e os actuais padres desconhecem as fontes de financiamento que existiam.
Dali nos encaminhámos para a missão de Mocubela, também ela ao abandono e sem padres.
Pebane foi a missão seguinte.
Aí permanecem dois padres Moçambicanos. Um, o Padre Barnabé, esteve também comigo em minha casa.
É sempre uma alegria encontrar estes amigos.
Nesta missão pernoitámos duas vezes.
Fomos recebidos "principescamente" apesar da pobreza reinante.
No dia seguinte à chegada, na véspera chegámos à noite, foi o nosso único descanso.
Fomos à praia. Pela primeira vez na vida vi o Oceano Índico. Praia realmente bastante limpa - também as pessoas que a visitam são raras. - Água espectacular, onde ainda nadei um pouco. Maravilhosa temperatura. Ao sair da água fui correr um pouco tendo de imediato a companhia de um jovem que foi desfiando as dificuldades existentes. Curiosamente não pediu nada.
Nesta missão pude constatar que há alguns jovens, que têm o nome de vocacionados, que não podem ingressar no Seminário porque as famílias não têm sequer o valor que lhes possibilite a inscrição, ou seja, a propina. Foi-me dito que há muitas outras missões onde isso acontece.
Após a segunda noite em Pebane continuámos a nossa visita.
Passámos por Moalama onde visitámos as antigas instalações, a decaírem actualmente, pois aí também não há padres.
Verificamos que em cada missão havia sempre a igreja, de um lado a casa dos padres e do outro a casa das irmãs. Havia ainda, por regra o Hospital da missão. Todos estes hospitais foram nacionalizados e estão hoje ao serviço como centros de saúde. De condições não vou dizer nada.
Rumámos ao Nabúri onde a situação é igual. Nesta missão, com um muro a servir de mesa almoçamos o resto que nos sobrava.
A missão seguinte dá pelo nome de Gilé.
Aqui existem dois padres, um brasileiro e um indiano, ambos Claretianos.
Passámos aqui a noite, tendo também jantado.
Rumámos à missão seguinte, tendo de atravessar o rio, como fizéramos na véspera, por uma "ponte" sempre a ver quando é que ficávamos encravados, o que estava a acontecer com uma carrinha quando chegámos pelo que aguardámos um pouco até que ela conseguisse passar.
Esta situação da travessia está a acontecer desde há algum tempo prevendo-se que ainda no corrente ano terminará a construção de uma nova ponte.
A missão seguinte dá pelo nome de Moneia.
Igualmente está ao abandono embora os Claretianos estejam já a providenciar a vinda de dois dos seus padres, que serão um brasileiro e um indiano.
A África incorpora um "batalhão" de Claretianos pois existem mais de seiscentos, não sei se sacerdotes apenas ou também religiosas e leigos.
Pusemo-nos a caminho em direcção a Muyana.
Coincidiu esta visita com a presença do Bispo da Diocese, D. Francisco Lerma, missionário da Consolata, que, quando chegámos, estava a celebrar a eucaristia campal e a administrar o Sacramento do Crisma.
Chegámos, dirigimo-nos à residência e fui, de máquina em punho, documentar um pouco a cerimónia.
O padre brasileiro viu-me e associou-me de imediato à nossa chegada pois estava alertado dela. Quando me dirigia para o carro para ir buscar a minha inseparável água, ouço alguém atrás de mim a dizer bom-dia. Respondi do mesmo modo mas nem me virei pois imaginei alguém já a querer pedir alguma coisa. Era o padre que abandonou o altar e veio para saber se éramos quem estava à espera. Dirigiu-se de novo ao altar. Volvidos uns instantes volta a sair do altar dirigindo-se à casa para mandar acrescentar o "tacho" para mais quatro.
Ao almoço aproveitei a ocasião para conversar com o Sr. Bispo sobre a questão dos vocacionados que querem ir para o seminário e não têm dinheiro para o fazer. Ficou com o meu contacto e vai-me informar sobre os custos da formação destes alunos no Seminário para ver se consigo arranjar algum "padrinho" de seminarista, à semelhança do que acontece com as crianças.
De seguida passámos por mais uma missão, Alto Ligonha, ao abandono sendo a próxima estação o regresso a casa.
Foi uma experiência maravilhosa embora extremamente cansativa."
Após 1 ano de formação, um grupo de Voluntários do Norte de Portugal, constituído por um casal, Eduardo e Maria e 7 jovens, Paulo, Natália, Rogério, Avelino. Rita, Carla e Lurdes, partiu para Moçambique com destino à cidade de Lichinga, capital do Niassa, em Moçambique.
O projecto destes Voluntários, consubstanciado no lema “Aprender para ensinar em Lichinga" tinha 2 grandes objectivos: um consistia na formação de agentes locais com vista a operacionalizar Bibliotecas do ESAM – Ensino Secundário Aberto de Moçambique, isto é, triagem e informatização dos livros que tínhamos enviado previamente de Portugal; outro passava pela formação teórico prática nas Escolinhas supervisionadas pela Irmã Olivia da Congregação das Religiosas Reparadoras de Nossa Senhora das Dores de Fátima.
Assim, chegados a Lichinga, houve um primeiro impacto de alguma tristeza pois os Voluntários tiveram que se separar. Se as educadoras ficaram sediadas aí porque o seu trabalho desenvolver-se-ia nas escolinhas que ficavam no Bairro da Cerâmica na cidade, o grupo da Biblioteca e Informática partiu para Cuamba, “cidade do pó”, onde se desenvolveu grande parte do seu trabalho.
A intervenção nas Escolinhas correu dentro do previsto pois a Irmã Olivia tinha tudo muito bem planeado e a acção das Voluntárias decorreu de forma fantástica inclusive a semana em que trabalharam em Massangulo (cerca de 100 km de Lichinga) com a Irmã Delvina deixando marcas positivas e inesquecíveis.
No que respeita ao grupo das Bibliotecas e de Informática, as coisas não decorreram conforme o planeado com o Francis, Director do ESAM, pois os livros enviados de Portugal que haviam chegado a Maputo há bastante tempo, só chegaram a Cuamba passado uma semana depois de nós com uma particularidade incrível, partiram de Maputo de camião e chegaram a Cuamba de comboio.
Face a esta contrariedade, arregaçamos as mangas e deitamos mãos à obra, isto é, dedicámos todo o nosso empenho às Bibliotecas existentes na Paróquia de S. Miguel e na Escola do Padre Menegon, formando os Bibliotecários locais e assim 2 bibliotecas mais ficaram organizadas e informatizadas de forma a servirem melhor as comunidades locais.
Chegados os livros ao ESAM, ainda conseguimos separar todos os livros pelas respectivas áreas e registá-los informaticamente para, posteriormente, serem distribuídos pelos vários pólos da Escola. Devido ao atraso na chegada dos livros não tivemos possibilidades de intervir em Mitande e obviamente as intervenções nas cidades de Mecanhelas e de Metangula foram prejudicadas.
Apesar de os computadores não terem chegado às salas de informática prontinhas e bonitinhas para os receber não permitindo que o projecto na área de informática, propriamente dito, pudesse sido efectivado, o balanço é extremamente positivo pois as bibliotecas ficaram mais funcionais assim como as pessoas que interagiram connosco ficaram melhor preparadas para trabalharem e passarem o que aprenderam a outros.
Gostaríamos de acrescentar que a tristeza da separação à chegada foi recompensada com um encontro maravilhoso de todos os Voluntários no Lago Niassa no ”M’Buna Bay Resort”, local fantástico onde por momentos repousámos do nosso trabalho, ficando com o sentimento do dever cumprido mas com a convicção de que há muito trabalho a fazer por futuros grupos de Voluntários e as saudades de Moçambique e dos Moçambicanos já começavam a mexer connosco.
Finalmente Maputo, um passeio pela cidade, uma ida ao Kruger Park na África do Sul, com muita aventura e mais uma formação na Biblioteca do Fomento pelo meio e regresso a Portugal.
Um grande obrigado ao Sr. D. Helio Greselin, Bispo de Lichinga, aos Padres Dehonianos e às irmãs que nos acolheram de maneira muito cordial!
O Sr. João Antunes, pai de filhos e avó de netos, mais uma vez (tinha estado durante um ano no Centro Polivalente Leão Dehon no Gurúè) partiu para Moçambique para dar uma colaboração no Centro Juvenil da Missão do Alto Molocuè em Moçambique.
Irá colaborar com a outra voluntária já no terreno: Maria Arbona. As suas intervenções incidirão nas áreas de informática, contabilidade, biblioteca e evangelização.
Antes de partir no dia 25 de Setembro, tomou um cafezinho às 8.00 horas da manhã no aeroporto da Portela como confirma a fotografia.
“ A doação total aos outros exprime um elevado grau de delicadeza do coração” (P. Formigão)
Quero parafrasear esta frase do meu fundador para exprimir tudo o que eu senti em relação a vós nas vossas intervenções aqui enquanto voluntários em diversas frentes de trabalho.
A vossa alegria, disponibilidade, doação, esforço de adaptação, “às realidades de espaços físicos e psicológicos” o coordenação ao grupo e outras tantas coisas, em tudo isto, vós manifestastes a delicadeza de coração que o mundo hodierno já esqueceu tudo, porem, mostrastes em tudo total doação aos outros.
Da minha parte como porta-voz da comunidade depois da nossa avaliação comunitária chegamos à conclusão que foi uma experiência óptima, maravilhosa e queremos continuar nesta partilha da gratuidade abrindo-nos à novidade do voluntariado.
E continuando com o pensamento do nosso fundador “ porque a essência própria do AMOR é a dedicação, a vontade firme de se dar” (P. Formigão)
Com simpatia e amizade para todos vós vai a minha estima e a todos vos abraço fraternalmente com um agradecimento por tudo aquilo que sois para os mais carenciados e para o anúncio da boa nova, bem-haja.
Depois de seis voluntários terem regressado de Cuamba a Lichinga, houve uma nova redistribuição para esta última semana de Agosto. Eduardo, Maria, Paulo e Avelino foram para Metangula, junto ao lago Niassa para darem formação, organizarem a biblioteca e fizerem prospecção das necessidades. As educadoras Rita, Carla e Lurdes, depois de terem regressado de Massangulo continuam a sua intervenção em Lichinga. Já a Natália e o Rogério tentarão aqui em Lichinga criar um site e um blog para a Diocese. Dado que nunca tinham ido ao lago, o Rogério e a Natália acompanharam o P. Adérito e a Ir. Olívia que tiveram de ir a Cóbuè verificar as condições para uma possível acção de leigos dehonianos nos próximos anos.
Então, partimos os quatro às 6 horas da manhã do dia 19 de Agosto, dia de S. João Eudes (promotor da devoção ao Coração de Jesus e Coração de Maria). A primeira parte da viagem foi até Metangula, (lago), onde chegamos perto das 8 horas da manhã. A estrada era boa, embora muito estreita.
A partir daqui foram mais de 3 horas em picadas, por uma reserva natural, onde não faltaram os macacos e as gazelas a cruzarem-se connosco na estrada. As cangas também abundam. A irmã Olívia teve que meter a reduzida e a tracção às quatro rodas no jeep para conseguirmos bamboar na estrada (como se estivéssemos numa pequena canoa no lago), mas chegarmos ao destino. Se antes disse que a estrada era boa, aqui tenho que dizer que a estrada era menos boa. Usando a linguagem moçambicana que aprendemos, é mesmo impossível aqui fintar a estrada.
Mesmo assim, antes de chegarmos a Cóbuè, carregamos o jeep com mamãs e filhos pequenos que tinham vindo para a machamba a mais de 20 kms trabalhar. Lá chegamos a Cóbuè (que significa origem dos nihanjas em Moçambique).
Antes de mais fomos visitar o antigo seminário da Consolata onde pode alojar os voluntários dehonianos. Aqui está instalado um pequeno hospital, dirigido por inglesas e americanas anglicanas.
A igreja era lindíssima e foi destruída pela guerra. Seria um orgulho nosso de ALVD se conseguíssemos recuperar esta igreja para a diocese.
O lago está ali a 10 metros com água morna, mais quente do que a água quente do Algarve em Agosto. Em frente vê-se a ilha de Cóbuè no lago, oferecida pelo régulo há bastante tempo, ao Malawi. Aqui tem praias e boas infraestruturas. Pode visitar-se de barco.
O pároco Leonardo de Cóbuè é o mesmo de Metangula e é natural do Burundi, residindo em Metangula.
Só em Cóbuè tem 60 aldeias que tem de visitar sempre de barco, já que não consegue por terra. Gasta 140 litros de gasolina no barco cada vez que tem de fazer a visita às aldeias.
Aqui não são macuas (a maior parte católicos), nem jauas (a maior parte muçulmanos), mas inhanjas (a maior parte anglicanos). No entanto, existem católicos que é necessário acompanhar.
Então, o P. Leonardo é de opinião (se fosse para usar a linguagem de Mitande deveria dizer-se pressente) que um grupo de voluntários, acompanhados por padres, poderiam fazer acções de formação em Cóbuè sobre a família cristã, as pequenas comunidades cristãs como apresenta o sínodo africano, o papel do jovem na comunidade e o papel do animador da comunidade, sem esquecer as funções das mamãs na comunidade. Poderiam também visitar as aldeias e celebrar se aí mesmo.
Pode visitar-se A ilha de Cóbuè (15 minutos de barco, 3 horas de canoa), mas não tem nada a ver com a missão, já que faz parte do Malawi.
Assim, depois de provarmos com os pés, a água do lago em Cóbuè, e tomarmos qualquer coisa debaixo de uma árvore para retemperarmos as forças, começamos o regresso. Mais duas horas e meia de picadas e abanões e saltos no carro até chegarmos a Metangula, onde encontramos os quatro ALVD que se acabavam de instalar em Metangula para a sua última intervenção no Niassa (palavra que significa muita água).
Conversamos com o pároco, com o grupo, tiramos umas fotografias ao sol que tentava mergulhar na água do lago e voltamos à estrada (sim, estamos autorizados a chamar estrada) para Lichinga e retomamos o nosso caminho ladeados por imponentes e seculares embondeiros que prestavam homenagem à nossa passagem.
Ainda vimos algumas queimadas (não fogos criminosos, mas de limpeza intencional para apanhar caça e crescer pequena vegetação para os animais) junto à estrada. Assim depois de 13 horas de viagem, chegamos a casa onde encontramos as irmãs (Prazeres e Ir. Maria José) e as nossas três simpáticas voluntárias (Rita, Carla e Lurdes).
Adérito Gomes Barbosa, coordenador do projecto ALVD