sábado, 12 de fevereiro de 2011

Testemunho sobre a ida a Nampula - Setembro de 2009

Somos dois voluntários que passámos o nosso mês de férias numa missão em Moçambique, mais concretamente Nampula, Centro Cultural de Napipine.


Fomos dar continuidade a um projecto iniciado no ano transacto que consistiu na catalogação e ordenação dos livros da biblioteca do Centro Cultural. Esta biblioteca serve de suporte aos alunos da Faculdade de Ciências de Educação de Nampula. A fluência de pessoas a este local era bastante significativa dando a entender a importância que esta ferramenta tem na sua formação e a contribuição da nossa acção.



Sendo a primeira experiência de voluntariado fora do nosso país, revelou-se muito enriquecedora para nós principalmente pela partilha que aconteceu de ambas as partes. Os testemunhos que deixamos da nossa cultura e a bagagem que trouxemos da cultura daquela região foram sem dúvida o maior ganho.
Desenvolvemos, também, actividades paralelas à acção na biblioteca que contribuíram para este enriquecimento interior e aprendizagem. Dentro destas, destacamos o apoio aos utentes na área da informática, a bricolage e a culinária no Centro Cultural e houve ainda lugar para a partilha de histórias com os mais pequenos que brincavam na “nossa” rua. Durante este mês ainda tivemos o prazer de visitar outros centros com actividades de voluntariado e conhecer o que aí se desenvolve, assim como trocar informações com outros voluntários.
      
O estarmos disponíveis para ajudar e acolher o outro, produz um sentimento muito profundo de doação e aceitação das diferenças, que nos ajudam a crescer como humanos e capacitam a nossa contribuição para um mundo melhor.
Vamos continuar.
Até breve!
Susana e Fernando

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Mais um voluntário para Moçambique

Partiu esta tarde, dia 6 de Fevereiro, o Engenheiro Químico. António Ribeiro, como voluntário ALVD, para o Alto Molócuè, Moçambique.


Este voluntário, enviado pela ALVD Madeira, irá esrtar durante um ano, para já, em terras de África.

No aeroporto de Lisboa, dizia que ia tranquilo e livre para o que pudesse ser necessário no Centro Juvenil de Alto Molócuè.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Encontro com P. Joaquim Freitas - dia 27 de Fevereiro (domingo)

Caríssimos voluntários do Luau
Caríssimos candidatos a voluntários
Caríssimos luauenses
Caríssimos amigos de Luau
Caríssimas pessoas de boa vontade
As minhas saudações

Muitos de vós me têm perguntado sobre a possibilidade de encontrar o P. Joaquim Freitas, que está na missão católica do Luau, em Angola.
Vamos organizar um almoço no dia 27 de Fevereiro (domingo) às 13.00 horas no Seminário de Alfragide.
Teremos uma reunião de manhã das 10.00h às 13.00h para candidatos a voluntários.
Segue-se o almoço com o P. Joaquim e apresentaremos alguns vídeos e testemunhos dos voluntários e do P. Joaquim.
Podes convidar amigos para vir ao encontro.
A refeição custará 10.00 Euros, com café incluído.

Para mais perguntas, telefonar ao P. Adérito Barbosa

AGRADEÇO A CONFIRMAÇÃO ATÉ AO DIA 20 DE FEVEREIRO PARA aaderitus@gmail.com ou 918766363/ 912458614

P. Adérito Gomes Barbosa

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Segundo Encontro Nacional da Família Dehoniana



CASAIS E FAMÍLIAS DEHONIANAS
Seminário Nossa Senhora de Fátima
14 a 16 de Janeiro de 2011

Secretariado Nacional da Família Dehoniana
Apartado 7507-EC ALFRAGIDE
2611-853 AMADORA
http://www.familiadehonianaemportugal.pt.vu/
912458614/918766363



Programa

Sexta -Feira

21:30h – Vigília de Oração/Adoração
Preside: Pe. Manuel Barbosa
Coordena: Família Castro

22:30h - Chá/Convívio.
Apresentação do Hino da Família Dehoniana
Anima: Pe. Paulo Vieira.

Sábado – MANHÃ

08:00h - Pequeno Almoço

09:00h – Laudes
Coordenam: Religiosos doSeminário Nª Sª de Fátima

09:30h – Palavra de Abertura - Pe. Zeferino Policarpo, Superior Provincial

Organigrama da Família Dehoniana
Apresenta: Manuel Guedes

10:00h – Comunicação 1:
Pe. DEHON E A RELAÇÃO COM AS FAMÍLIAS
DO SEU TEMPO
Apresenta: Pe. Cláudio Weber, Conselheiro Geral da Congregação.
Coordena: Pe. Manuel Barbosa

10:45h – Intervalo

11:15h Workshops

1- VIVÊNCIA DA FÉ. CONFRONTO ENTRE GERAÇÕES
Apresenta: Olinda Silva.
Modera: Marco André

2- FAMÍLIAS E VALORES HUMANOS E CRISTÃOS
Apresenta: Sónia Galinha
Modera: António Mateus Afonso

3- COMO É QUE A DEVOÇÃO AO SAGRADO CORAÇÃO DE  JESUS INFLUENCIA AS FAMÍLIAS?
Apresenta: Delfino Pinto
Modera: Laura Gonçalves,
12:00h – Partilha: apresentação dos trabalhos anteriores
Modera: Emília Meireles

13:00h – Almoço

Sábado – TARDE

14:30h – O MAIOR TESOURO - Encenação

15:00h – Comunicação 2:
OS PILARES DA ESPIRITUALIDADE DEHONIANA
Apresentam: Fernando Magalhães, Eugénia Magalhães e Eduardo Franco
Modera: Paulo Rocha

16:00h – Intervalo

16:30h – Mesa redonda
Ecos da Comunicação 2,com casal, crianças e jovens
Modera: Casal Freire

18:00h – Preparação da Eucaristia de Domingo
Coordenam: Joana Padinha e David Norte

18:30h – Eucaristia
Preside: Pe. Cláudio Weber, Conselheiro Geral da Congregação
Coordena: MAMCJ

20:00h – Jantar

21:00h – Sarau

CORO RENASCER CHIADO

21:45h – Intervalo

ORQUESTRA JUVENIL DA SOCIEDADE FILARMÓNICA
UNIÃO PINHEIRENSE
Apresenta: José Camacho

22:45h – Chá da noite

Domingo

08:30h – Pequeno-almoço

09:00h – Laudes
Coordena: Companhia Missionária

09:45h – Conclusão

11:00h – Palavra aos convidados

12:00h – Eucaristia
Preside. Pe. Zeferino Policarpo

13:00h – Almoço/Partida

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Voluntária italiana em Portugal

A voluntária italiana Maria Grazia (PMO), a trabalhar com os dehonianos em Moçambique passou por Portugal.


Esta italiana de Trento há dez anos em Moçambique encontra-se a gerir uma biblioteca em Quelimane. Nesse sentido, passou por Portugal para adquirir mais alguns livros para essa biblioteca com mais de 100 jovens a frequentar o Ponto de Encontro todos os dias.

Assim, a ALVD em Portugal acolheu-a e acompanhou-a nessa tarefa que trazia de Quelimane.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

ALVD Madeira: Sempre em Movimento

Um grupo de 15 pessoas ligadas à ALVD reuniu-se no dia 13 de Novembro de 2010 no Colégio Missionário (Funchal) durante todo o dia. Já no dia anterior, o presidente da ALVD tinha feito entrevistas a alguns candidatos a voluntários para terras de África.

O encontro de sábado começou com uma saudação inicial do Superior do Colégio Missionário (P. Leandro), o qual mostrou uma abertura inédita e de louvar, ao acompanhar os trabalhos de grupo, praticamente, durante todo o dia. Não era de esperar outra coisa de um homem que tem uma forte experiência missionária.



Seguiu-se uma reflexão do P. Adérito, onde procurou fazer ver que os voluntários participam nestas missões, não como ajudantes dos missionários, mas como participantes do carisma dos institutos. E como esta relação leigos-consagrados tem uma grande consistência eclesiológica, vincada pelo Concílio Ecuménico Vaticano II, tentou consciencializar os leigos voluntários que são enviados pela Igreja e são testemunho, neste caso, do carisma do P. Dehon. Insistia o P. Adérito que o leigo voluntário dehoniano não se pode alhear da espiritualidade dehoniana.
Apresentou ainda alguns dados estatísticos da intervenção da ALVD em África de 2000 a 2010.

Foram ainda apresentados alguns vídeos das experiências ALVD realizados em África neste ano de 2010: ANGOLA, GUINÉ, MOÇAMBIQUE (LICHINGA e MOLÓCUÈ).

Sugeriram-se algumas estratégias para o futuro: Congressos Regionais ALVD 2012 com a presença do Provincial de Moçambique e de Portugal: Lisboa, Madeira, Porto.

Há ainda a possibilidade de preparação de grupos para intervenção em África em 2011: Luau e Viana (Angola), Molócuè, Lichinga (Moçambique).

Abordou-se ainda a questão da angariação de fundos; o envio de livros; elaboração de materiais para venda: cruzes dehonianas, agenda para 2012, entre outros.

Informou-se ainda as pessoas de sites e blogues que podem consultar:

www.alvd2010-2020.blogspot.com; www.familiadehonianaemportugal.pt.vu

www.dehonianos.org; www.aderitus.pt.vu; www.diocesedelichinga.blogspot.com

Depois do almoço, o presidente da ALVD passou a tarde a receber voluntários que querem fazer a experiência em África.

A Sónia Camacho e o Pedro Lenine Jesus apresentaram um vídeo da sua experiência de voluntariado durante um ano no Centro Polivalente Leão Dehon, no Gurúè.

Agradecidos ao Colégio Missionário por esta excelente hospitalidade, cada um começou a rumar para as suas casas, tendo sido necessário o P. Leandro encontrar uns cabos para que a bateria do carro da Guida ressuscitasse e assim pode partir tranquila para a Calheta.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O testemunho de três jovens na imprensa arouquense




AVELINO VIEIRA

Moçambique, ou deverei dizer Província do Niassa?! Pois, quem ouve falar em Moçambique é capaz de pensar na capital (Maputo) e não se lembrar do restante país.
A verdade é que no Niassa vemos um mundo completamente diferente, muita pobreza e condições quase nulas.
Mas ao ver que o povo de lá vive tão tranquilo – não tendo praticamente nada é tão feliz e alegre – cheguei à conclusão que vivo numa comunidade com um povo ingrato, que por mais que tenha nunca fica satisfeito. Nós somos assim, podemos não ter noção mas se reflectirmos acabamos por assumir.
O que mais gostei foram as crianças que corriam todas atrás de mim acreditando que eu era Jesus e tocavam-me no cabelo, na barba e na pele muito admirados, uma situação comovente no momento...
O que me tocou mais profundamente foi ver tantas crianças. Fui a um centro de nutrição, onde vi crianças órfãs e desnutridas. Um centro que espera há 3 anos por ajuda do Governo moçambicano.
Outra situação também chocante é a quantidade de albinos que vi, muitos deles fugidos da Tanzânia, onde são discriminados e mortos para supostamente os seus órgãos serem convertidos em medicamentos para a cura de várias doenças nesse país. Existem assassinos que os perseguem para retirar partes dos seus corpos e que depois utilizam em magia negra, alguns até acreditam que trazem sorte e riqueza. No entanto, esse não é o único perigo que eles correm, são muito vulneráveis à luz solar devido à falta de pigmentação na pele, cabelo e olhos, mas andam como pessoas normais, acabando por apanhar cancro da pele.
Apesar de ver coisas que nunca pensei serem possíveis, adorei a experiência.
Fui muito bem recebido e acolhido, o que não imaginava antes de lá chegar.

Dos 27 dias que lá estive, fiquei com a sensação que fiz muito pouco mas acho que ao conhecer um mundo tão diferente e pessoas tão diferentes... cresci!

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CARLA MONTEIRO

Quando cheguei a Lichinga não consegui falar e quando o fiz disse para a Rita: Amanhã vou embora, não vou aguentar aqui…
O tempo foi passando. Os projectos que tínhamos preparado cá foram postos em prática. E ensinámos, aprendemos, partilhámos!
A segunda semana foi em Mossangulo, sem água, sem luz e com o anoitecer às 17h. Foi, sem dúvida, muito marcante porque, apesar de não termos as condições a que estávamos habituadas, conseguimos dar a volta à situação e demos muita alegria àquelas crianças e a um adulto em especial.
De uma forma geral, todas as crianças que vi tinham um sorriso encantador, expressivo, alegre.
Contentavam-se com carrinhos construídos por eles, com coisas que apanhavam nas lixeiras.
Passámos um dia num orfanato. À noite, no fi m de jantar, estávamos a fazer a avaliação do dia como era hábito) e não consegui falar. As lágrimas caiam sem parar.
Só via os rostos daquelas crianças sem nada, mas tão meigas e carinhosas que a minha vontade era arregaçar as mangas e dar-lhes tudo o que tinham direito na sua condição de crianças!

Venho de lá com uma certeza: se todas as pessoas tivessem a coragem de fazer o pouco e o possível, este mundo não seria tão injusto.
E eu tenho a certeza que o fiz!

Por último, quero agradecer a todas as pessoas que, de uma forma ou de outra, me ajudaram a levar esta missão até ao fim.

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RITA SOUSA

O primeiro dia foi uma mistura de sensações: cansaço, choque e saudade. Mas rapidamente se dissipou e se transformou em alegria e afectos.
A formação às monitoras em Lichinga correu muito
bem. Sentimos bastante interesse e que a nossa experiência não estava a ser em vão. Estava a ajudá-las a crescer enquanto profissionais que trabalham com crianças. Foi uma partilha muito enriquecedora, não só a nível profissional como a nível pessoal.
As condições, muitas vezes, não eram as mais agradáveis. Mas até isso nos fazia rir da situação e, hoje, já tenho saudades.
Passámos uma semana no mato, em Mossangulo.
Foi a experiência mais marcante. Muitos órfãos, o dialecto era diferente, não tínhamos luz nem água…
Mas quando acordava tinha uma vontade enorme de ir trabalhar e ir brincar com aquelas crianças de olhos grandes e expressivos.

Em África o povo marca muito. A mim marcaram-me as crianças. Estou muito saudosa por isso. Vou voltar!