terça-feira, 19 de março de 2013

VOLUNTÁRIA DEHONIANA PARTE PARA ALTO MOLÓCUÈ

Acaba de partir às 12h do dia 19 de Março de 2013 para Moçambique a Elsa Henriques Dias, do núcleo da Madeira, para fazer voluntariado dehoniano no Alto Molocuè, primeira missão dehoniana em Moçambique.

Esta técnica de construção civil estará em Moçambique até Dezembro de 2013.


Boa experiência dehoniana como voluntária em Moçambique!

segunda-feira, 18 de março de 2013

VOLUNTÁRIA DEHONIANA EM INVESTIGAÇÕES POR MOÇAMBIQUE

Estamos juntos

É o que sempre me dizem por aqui. “Estamos juntos”. Pela forma como me acolhem por aqui acredito que sim. Há quase um mês cheguei a Moçambique com uma resma de papéis com questões por responder. Depressa percebi que o que imaginava que precisava de perguntar ficava aquém do que me esperava. Tudo é diferente, e tudo é digno de ser registado. Eu pergunto frequentemente: “E então, o que pode ser visitado por aqui?” Pessoas hospitaleiras e rodeadas de ricas paisagens verdejantes respondem-me: “Nada, aqui não há nada. Os turistas estão todos na costa. Já foi à ilha de Moçambique? Isso é que chama os turistas.” Não ter a noção da riqueza que temos é algo que os portugueses partilham com os moçambicanos…


Nampula, a cidade em explosão económica

Em Nampula, a cidade em expansão impõe respeito. A diversidade cultural é uma realidade em fusão, misturando cristãos e muçulmanos, africanos e asiáticos. A sua população local é talvez mais tradicional do que seria de supor numa cidade, facto mais visível na predominância de um vestuário mais tradicional, principalmente no uso de capulanas pelas mulheres. O caminho-de-ferro está no centro da vivência da cidade, concentrando comerciantes à sua volta.

Napipine é um bairro jovem, repleto de escolas, primárias, secundárias, superiores. A biblioteca da companhia missionária é uma minha velha conhecida, e só tenho pena de ainda não a ter visto em funcionamento, já que estive de visita em tempo de férias lectivas. Martina e as meninas acolheram-me bem, tal como o padre Ricardo e o padre Ciscato. As duas semanas passaram num instante….

Alto-Molocué, a primeira missão dos dehonianos em Moçambique

Quem visita este distrito que acolhe o rio Molocué no seu regaço percebe porque os dehonianos começaram aqui a sua missão em Moçambique. Quem caminha pelo mato a caminho de Malua imagina que este foi um bom ponto de partida. Um ocidental consegue sempre encontrar a magia daquele lugar ainda muito natural. Apesar de parecer abandonado, o projecto millenium e os planos da diocese parecem assegurar que Malua não vai ficar parada no tempo.

Já o bairro de Pista Velha é um óptimo ponto de chegada. É um bairro sem nada de muito característico quanto ao tecido urbano de padrão europeu, mas tipicamente moçambicano. O complexo dehoniano destaca-se na paisagem da antiga pista de avionetas, reunindo os jovens em actividades bem diversas do centro juvenil, e acolhendo os viajantes na hospitalidade da casa da comunidade. A simpatia dos três padres e a mão nos preparativos culinários do padre Onorio conquistam qualquer um.

Quelimane, a cidade no pântano

Para quem como eu não aprecia particularmente o ambiente de praia e de litoral, Quelimane é uma boa surpresa. Fora da cidade os arrozais e os coqueiros dominam a paisagem. Dentro dela encontra-se o ambiente mais urbano que eu vi em Moçambique, só ficando atrás de Maputo. Mas eu não conheço a maior parte das capitais de província…

Catarina Pereira

sexta-feira, 8 de março de 2013

TESTEMUNHO PESSOAL

Conheço a realidade Moçambicana pelas vezes que visitei o país, pelo que não estranhei. Embora não conhecesse a província do Niassa, em nada é diferente das outras províncias de Moçambique.

É uma terra onde falta sobretudo conhecimento e a população está bem consciente desse problema e deseja-o. Percebi através do contacto que estabeleci com as pessoas que embora sendo um povo simples sabem o que é essencial para o desenvolvimento do país: mais conhecimento, e melhor informação.

Nesse sentido, o projecto no qual fui inserida foi bastante útil, pois actuou na base da educação, com os mais pequenos. É através do estímulo e desenvolvimento das crianças que se consegue prepará-las para as aprendizagens futuras.

Nas escolinhas um dos grandes problemas dos educadores é não terem materiais adequados para poderem desenvolver as actividades próprias e inerentes ao desenvolvimento da criança.

Outro grande problema é a informação/formação que necessitam para melhorarem o seu trabalho enquanto educadores. A Internet existe e está disponível, no entanto, não há recursos financeiros que permitam o acesso à mesma.

Gostava de ter ficado mais tempo, pois na formação em que participei faltou tempo para a consolidação de conhecimentos. Ou então o projecto deveria ter outro formato, de forma a permitir esta consolidação de conhecimentos.

Apesar de nunca ter trabalhado com crianças não senti dificuldades em interagir com elas e desempenhei com muito entusiasmo todas as actividades. O ritmo de trabalho foi muito intenso, pois rapidamente percebi que era importante passar o maior número de informação possível.

Nos momentos de exaustão física, que houve, valeu-me as palavras do Pe. Nuno que no último domingo antes da partida para Moçambique que me disse: “quando estiverem cansados pensem em todos os que cá ficaram e vos ajudaram nesta vossa missão”.

Estas palavras ajudaram-me a esquecer o cansaço e aumentaram a minha capacidade de entrega e de sacrifício mesmo nos dias em que estive doente, pois embora o corpo pedisse algum descanso e as dores incomodassem, a disponibilidade para o outro pesou mais forte.

Foi muito importante a preparação feita em Portugal, pois apesar te ter mais de 20 anos de experiência como formadora, nunca tinha trabalhado na área da Educação Infantil tendo sido de maior relevância as pesquisas que fiz na área e as orientações que me foram dadas por algumas amigas Educadoras de Infância.

Constatar a capacidade de entrega e de serviço por parte de algumas pessoas com quem contactei no Niassa, reduzem a minha participação como voluntária neste projecto a uma gota de água no oceano. Sei que todas as gotas de água são importantes e por isso estou disposta a ir muitas mais vezes.

Sentir o agradecimento de um povo só pela simples razão de eu estar lá e poderem partilhar comigo alguma da sua cultura foi também muito gratificante, fez-me sentir bem e integrada na comunidade.

Perante os novos desafios do projecto não tive qualquer dificuldade em prepará-los e em executá-los, pois a minha experiência profissional e as minhas características pessoais permitem-me ter esta capacidade de adaptação e concretização.

Do meu contacto com as crianças e os jovens constatei que os livros de leitura e os filmes em português são muito desejados. Na aprendizagem dos jovens faz falta quem lhes dê explicações em áreas mais específicas como por exemplo a matemática.

Senti que apesar de termos o projecto bem preparado, podíamos ter rentabilizado melhor a participação de cada um. A necessidade que alguns voluntários tiveram de não estarem sozinhos a desempenhar algumas tarefas, deixou-me o sentimento de desperdício de tempo. Já que o nosso tempo era curto deveria ter sido rentabilizado ao máximo.

Ao nível das relações humanas tive de lidar com pessoas diferentes o que é normal quando se trabalha em equipa. Os problemas foram sempre resolvidos, com mais ou menos discussão, é certo, mas sempre nos momentos próprios, isto é, durante as reuniões de avaliação diárias e nunca à frente de terceiros.

Não saí zangada de Lichinga com ninguém. Tive algumas reacções de quem já finalizou o projecto e já só quer descomprimir e reage “em família”. Na minha família, às vezes, discutimos e temos reacções mais emotivas, mas ninguém fica zangado com ninguém. Durante um mês fizeram parte da minha família as 3 voluntárias que estiveram comigo no projecto das escolinhas. É assim que as sinto.

O que mais recordo neste grupo das 4, é a camaradagem, o espírito de inter-ajuda, as boas gargalhadas que fomos dando ao longo do mês e o êxito do nosso projecto.

Linda Furtado

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

CAMPANHA DE LIVROS PARA O NIASSA EM PÓVOA DE SANTA IRIA

A Paróquia de Póvoa de Santa Iria recebeu a Campanha de Livros para o Niassa no fim de semana de 26 e 27 de Janeiro. O espírito de solidariedade desta comunidade sobrepôs-se ao tempo chuvoso que se fazia sentir.

O nosso agradecimento ao acolhimento que nos foi feito na Igreja Paroquial de Nª Srª do Rosário de Fátima, pelo Pároco Pe António Jardim Santos, amigo de longos anos de D. Élio, o Bispo de Lichinga, de quem foi colega de curso, como fez questão de recordar, falando da sua simplicidade como ser humano e da sua entrega à recolha de apoios para uma diocese que tem perto de 130.000km2 e muitas necessidades.

Também na Igreja de Nossa Senhora da Paz, o Pe João Nóbrega, coadjutor da paróquia, apesar de apanhado de surpresa pela nossa presença, apresentou a nossa Campanha e apelou à generosidade para com esta causa.

A todos nestas comunidades, o nosso Bem Hajam

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

SOCIEDADE DE ADVOGADOS “MORAIS LEITÃO, GALVÃO TELES, SOARES DA SILVA & ASSOCIADOS” COLABORA NA ANGARIAÇÃO DE LIVROS DE DIREITO PARA A BIBLIOTECA DA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE EM LICHINGA-NIASSA

O escritório de advogados “Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados”, soube da nossa campanha através do Dr. João Serra, e foi com empenho que a Drª Joana Galvão Teles assumiu lá dentro esta campanha.

A contribuição dada por esta equipa de advogados de vários livros e publicações na área do direito, é um valor acrescentado neste primeiro contentor que já seguiu com destino final para a Biblioteca da Universidade Católica de Moçambique que abriu o ano passado em Lichinga com o curso de direito e cujas prateleiras aguardam impacientes e vazias a chegada de livros.


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA ENVIA LIVROS PARA A UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE EM LICHINGA-NIASSA

A Universidade Católica Portuguesa, através do seu Departamento Editorial, e pela mão da Arq. Margarida Appleton, fez-nos chegar uma seleção de livros dentro das áreas temáticas abrangidas pela nossa campanha destinados à Biblioteca da Universidade Católica de Moçambique em Lichinga, província do Niassa.

Pela mais valia que estas obras trazem a esta futura biblioteca pela sua excelência, e pela adesão à nossa campanha, o nosso obrigado


 


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

CAMPANHA DE LIVROS PARA O NIASSA. O PRIMEIRO CONTENTOR JÁ SAIU DO PORTO DE SINES

Informamos todos os que têm colaborado nesta Campanha de Livros para o Niassa, que um contentor de 20 pés chegou ao Seminário de Alfragide pelas 18.00h de terça feira, dia 15 e, após ser carregado por cerca de 40 voluntários, partiu quarta feira de manhã, cheio de livros, com destino ao porto de Sines. No dia 25 de Janeiro, partiu de Sines, para o porto de Nacala, no norte de Moçambique. Daí, por terra, seguirá de camião para Lichinga, a capital da província do Niassa. Neste momento, o contentor já vai no alto mar e assim continuará durante 40 dias.

 
Nesta primeira fase, foram enviadas 1288 caixas (para cima de 30.000 livros).

A nossa campanha continua a decorrer, e continuamos a reunir livros para enviar mais um contentor para atingirmos o objetivo inicialmente definido.

Necessitamos particularmente de livros de economia, gestão, administração pública, direito e agronomia, não descurando todo o tipo de livros de ciências sociais e humanas.

Continue a acompanhar esta campanha no nosso blog: http://alvd2010-2020.blogspot.pt/

A todos os que contribuíram e continuam a contribuir para esta campanha, o nosso obrigado e parabéns. Só a vossa colaboração tornou possível o envio deste contentor.

Mais uma vez, muito obrigado.

Em nome de toda a Associação de Leigos Voluntários Dehonianos (ALVD)

P. Adérito Gomes Barbosa, scj

Alfragide, 30 de Janeiro de 2013