Este domingo, dia 28, teve lugar a reunião de preparação da Formação de Voluntariado Leigo Dehoniano.
Com a presença do Pe Manuel Barbosa, o núcleo de Lisboa reuniu-se para fazer um balanço das missões deste mês de Agosto, em Angola e em Moçambique e para ultimar os preparativos para a formação deste ano.
O calendário da formaçãos será divulgado e enviado a todos os interessados, mas deixamos já ficar aqui a informação de que a formação re-inicia no dia das Missões, a 19 de Outubro, no Seminário de Nª Srª de Fátima em Alfragide.
Este primeiro dia de formação, que se iniciará pelas 9.30, está aberto a todos os interessados em integrar o voluntariado da ALVD. Da parte da tarde, celebra-se o dia da Missões, para o qual estão convidados todos os voluntários e todos os nosso amigos, para conhecer melhor as nossas missões e ouvir o testemunho de alguns voluntários.
Fica, desde já, marcado o nosso encontro para esse dia.
Ficou também definido, que a partir do dia 4 de Outubro, haverá sempre alguém da ALVD presente no Seminário de Alfragide na nossa sala dos livros, todos os sábados, pelo que todos são bem-vindos seja para colaborar na selecção e embalagem dos livros, seja para nos entregar livros para a nossa Campanha de Livros para o Niassa.
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
terça-feira, 30 de setembro de 2014
Testemunho de um voluntário em Lichinga
Começo este artigo sobre a minha experiência de voluntariado missionário em Lichinga, Moçambique, fazendo uma apresentação de quem sou.
O meu nome é Paulo Lima, sou natural da cidade de Póvoa de Varzim e tenho 25 anos. Trabalhei no ramo de restauração desde os meus 18 anos, começando aos 16 anos a servir à mesa em casamentos e batizados em toda zona norte do país. Contudo, gostando de servir as pessoas e de as ver felizes porque, como se diz, “a verdadeira felicidade vê-se após uma boa refeição”, nunca me senti uma pessoa realizada a nível pessoal, sempre senti que podia dar mais do que uma boa refeição. Então, em 2012, ocorreu-me uma ideia “porque não sirvo eu o irmão que mais precisa do meu serviço?!”. Após esta ideia procurei encontrar um rumo que me levasse ao que tanto me faltava: uma experiência que me satisfizesse e desse um sentido correcto à minha vida.
Comecei por contactar o Seminário Missionário Padre Dehon em Rio Tinto, seminário que frequentei no meu 9º ano de escolaridade e que me ajudou a perceber o sentido da palavra “Valor”. O Valor que todos temos como seres humanos, independentemente do que fomos e do que somos. Entrei em contacto com o Irmão José Camacho que rapidamente me direcionou para falar com o Sr. Padre Adérito Barbosa a quem coloquei todas as minhas dúvidas e intenções e questões relativamente à ALVD. Esta primeira ajuda por parte deste meu irmão e amigo José Camacho foi muito importante na minha vida. Após o contacto com o Pe Adérito Barbosa, logo entrei na Associação participando em actividades e formações, embora sinta que falhei algumas vezes faltando a algumas formações por causa dos meus empregos, foram formações muito importantes e que me ajudam bastante para não me “perder” por cá em Moçambique e são agora o meu guia nunca me afastando dos seus ensinamentos e colocando sempre em prática o que aí aprendi.Após 2 anos de formação chegou o momento de passar à prática e partir em missão. Em Agosto, parti para uma experiência de voluntariado missionário em Lichinga, capital da província do Niassa, no norte de Moçambique. Aguardava-me trabalho a nível Pastoral, com crianças duma escolinha, com um grupo de jovens juntamente com Irmã Maria José e em 2 bibliotecas, uma na casa da Diocese de Lichinga e outra no centro Pastoral também cá de Lichinga.
Está a ser uma óptima experiência, estou a gostar bastante mais do que pensava vir a gostar e já sinto que futuramente terei que fazer uma outra Missão, mas desta, se tivesse oportunidade, gostaria que fosse em Angola.
Esta experiência está a mostrar-me muitas novas coisas e estou a aprender bastante. Os primeiros tempos têm sido um pouco complicados, a mentalidade do povo é muito diferente da que estava habituado em Portugal e noutros países europeus, mentalidade esta que proporciona, por vezes, momentos cómicos. Logo no meu primeiro mês por cá reparei que as pessoas não são capazes de seguir o estimulo do cérebro e aplicá-lo com as suas próprias mãos. Problemas simples, mas em vez de simplificarem, complicam ainda mais. Noto bastante isso a nível tecnológico: apesar de terem boa tecnologia existe uma grande falha na formação profissional, deste modo qualquer avaria não se repara, apenas se abandona. Também reparei que há bastante desperdício por parte de muitos trabalhadores, por exemplo ao nível das instalações eléctricas, não são capazes de fazer cabos com uma medida próxima do necessário, deixando muitas vezes metros e metros de cabos enrolados nos postes. Cabos estes que dariam para muita coisa mas acabam por virar desperdício ficando nos postes ao abandono em vez de os usarem noutros postes e noutras casas.
Mas também vejo por cá muitos aspectos positivos tal como a união dos jovens. É algo que me alegra ver todos os dias os jovens unidos em diversão e alegres a vir da escola ou a ir para missa, também vejo um espírito de entre-ajuda que já não é habitual na nossa sociedade, as pessoas ajudam-se mutuamente não conseguindo ver um irmão mal.
Está a ser uma experiência muito grande e importante para mim. Sinto que estou a aprender bastante mais do que aquilo que estou a conseguir ensinar, não só com o povo mas mesmo com as pessoas ligadas à diocese com quem lido diariamente. Pessoas que não irei esquecer e que se estão a tornar cada vez mais valiosas para mim. No dia em que regresse ao meu país irei sentir muito a falta das suas presenças na minha vida, do convívio, dos risos e da sua ajuda pois todos os dias, nesta que é agora a minha casa, a casa da Diocese de Lichinga, me sinto acolhido e seguro com estes meus irmão e irmã que um dia me irão fazer muita falta e deixarão muitas saudades disto tudo. Acabo este meu artigo agora pois não sou muito bom a expressar-me por escrito mas, tal como uma pessoa especial, que me pediu para escrever, me disse: “escreve o que te vai na alma”. Bem ou mal eu escrevi tudo o que cá dentro tenho guardado sobre Moçambique e como ainda tenho mais meses para guardar cá dentro, quem sabe voltarei a escrever um novo e mais completo artigo.
Paulo Lima
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Missão Angola 2014 – 11 de Agosto de 2014
Já passaram 9 dias desde a nossa chegada ao Luau e podemos dizer que temos vivido uma montanha russa de sentimentos e emoções. Por um lado sentimo-nos acolhidos e apreciados na nossa presença aqui, através das palavras que nos são dirigidas, dos cumprimentos, das perguntas que nos são feitas acerca das formações e dos sorrisos de quem se cruza por nós. Por outro, vemos que temos muito trabalho pela frente, e que o tempo não chega para tudo o que gostaríamos de fazer. Sentimos que precisávamos de pelo menos um mês para nos adaptarmos a esta realidade, aos costumes e à maneira de comunicar com o povo. Mas não o temos, por isso consciencializámo-nos que só vamos conseguir fazer aquilo que o tempo, o corpo e os materiais permitirem. Se pensarmos bem, o pouco que vamos deixar, ou dar no temo que cá estivermos, já é muito para eles. Aqui, sentem muito a necessidade de amor, atenção e, principalmente, de alguém que os escute. O nosso trabalho tem sido valorizado e tem dado alguns frutos. As aulas de informática estão a começar, mesmo sem os computadores. Hoje concluímos os testes de admissão no curso (porque as inscrições foram muitas e não há lugar para todos). O David e o Marco tiveram a árdua tarefa de limpar e arranjar a sala onde será o curso, que até então era ocupada por amigos roedores, que vagueavam pela sala.
As aulas de Karaté da Rita Glória têm sido um sucesso. Começámos uma turma de adultos que já praticavam Karaté nas comunidades de Luau, e que por isso solicitaram algum apoio da nossa parte. Nós, dentro do tempo que temos, dispensamos umas horinhas por semana para treinar com eles.
Sentimo-nos verdadeiramente ambientados com o povo do Luau, passamos na rua e acenam-nos dizendo: “Olá Irmãs, Olá Irmão” (sim, porque aqui todos julgam que estamos a estudar para freiras e para padres).
Já na visita ao Congo, dia 09 de Agosto, a perspetiva foi um bocadinho diferente. É realmente um país muito pobre. O mercado é mil vezes pior do que os que temos visto por aqui: o que chamam em Portugal de Talho não existe, a carne está exposta ao sol, à poeira e às moscas, e a cabeça do animal encontra-se intacta ao lado, para se ter a certeza que estamos mesmo a comprar porco ou cabrito; O sentimento de segurança também é diferente, as pessoas armada na rua multiplicam-se, e ouvimos dirigirem-se a nós em idiomas que não entendemos. Íamos com a intenção de comprar as tão-famosas capulanas do Congo, mas
acabámos a comprá-las no mercado do Luau, que já nos começa a ser muito familiar. Regateámos o preço e acabámos por trazer capulanas muito giras e coloridas.
As mamãs cá de casa (cozinheiras) são muito simpáticas e divertidas, e pedem constantemente a nossa ajuda na cozinha. Cá não existe o conceito de cozinha variada, e nos primeiros dias vim-nos a comer arroz com cabrito ao almoço e ao jantar. Por isso, tentamos ensinar novas receitas e métodos de cozinhar: agora o que preferem fazer é frango na brasa!
Por falar em comida, ontem, dia 10 de Agosto, fomos jantar a casa das irmãs (Rosa, Amélia e Assuntina). A comida estava divinal e até fizeram melhor pizza que os italianos (palavras do Pe. Daniele). Divertimo-nos imenso: cantámos (o hino da missão), rimos e até deu tempo para uma sessão de fotografias para mais tarde recordar.
Já não há muito mais a dizer. Apenas que estamos todos bem de saúde e que temos muitas saudades de vocês. Beijinhos a todos e até breve,
Rita Sousa, Andreia, Rita Glória e David
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Missão Angola 2014 – 6 de Agosto de 2014
Desde animais e crianças a atravessar a estrada constantemente, aos postos de controlo policial (onde deixámos, por pedido, uma cruz dehoniana).
O David dormiu. E para seu azar, perdeu a beleza de uma Angola em descoberta. Vimos javalis, lebres e veados pendurados à beira da estrada, guardados pelas crianças, que os vendiam. Depois da Andreia ter uma aula (forçada) de como se desviar de cães na estrada, chegámos ao Luau, pelas 23h30. A Rita Glória, só chegou uma hora depois, pois em Saurimo apanhou o caminho direito a Luena. Não nos podemos esquecer, nem deixar de agradecer aos nossos queridos guias: o Pe. Amaro e Pe. Jean Paul, que tornaram a viagem mais leve e segura. Apesar da hora tardia, o Pe. Majorino Madela encontrava-se, de mesa posta, à nossa espera.
No dia seguinte, tivemos a melhor receção que poderíamos sonhar: as crianças da catequese cantaram as boas vindas aos 8 “chindelis” (brancos) da Europa. Tivemos a oportunidade de ter um encontro com as três irmãs responsáveis pela escola da missão, que nos receberam de braços abertos, e totalmente disponíveis para nos ajudar.
Domingo voltámos à escola, para a eucaristia da comunidade. Foi fantástica! As mulheres cantam e dançam, vestidas com as capulanas próprias da cultura. As crianças são muitas, e alegres. No fim da celebração, demos a conhecer todas as atividades que tínhamos para oferecer. Seguiram-se inúmeros cumprimentos, sorrisos e apertos de mão, de papás, mamãs e crianças.
Nos últimos três dias arregaçámos as mangas e metemos mãos à obra. As aulas de karaté foram um sucesso tão grande, que apareceram 300 crianças para nos ver. Nunca nos sentimos tão amados, por pessoas que acabávamos de conhecer! As inscrições para o curso de informática excederam qualquer espetativa, chegando quase às 200 inscrições. A biblioteca, que outrora fora tão bem construída, está agora danificada pelo salele (bicho da madeira), e inativa. Abraçámos então a ideia de reerguer a biblioteca (projeto ambicioso), e mudá-la para a Escola da Missão, onde ficará mais acessível ao povo do Luau (visto ser a única biblioteca existente no municipio).
Para os próximos dias, esperamos receber os computadores e poder iniciar as aulas de informática e a formação de professores. A convite das irmãs, iremos dar catequese às crianças da Missão, no próximo Sábado.
Esperamos que as nossas famílias, amigos e colaboradores no projeto Angola 2014, se encontrem bem. A todos um grande abraço, estão connosco no pensamento e oração.
Até breve,
Andreia, Rita Sousa, Rita Glória e David
domingo, 24 de agosto de 2014
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
MARCHESINI HOMENAGEADO EM QUELIMANE
Hoje, dia 16 de agosto, das 8 horas às 12 horas o P. Aldo Marchesini, dehoniano, médico cirurgião em Quelimane há mais de 30 anos, foi homenageado no chamado Campo da Sagrada.
Estavam as autoridades civis e religiosas.
Antes das danças culturais e discursos do administrador, as religiões católicas e muçulmanas puderam fazer a sua oração diante das pessoas que se encontravam no estádio. Depois das ofertas feitas, o administrador pediu ao Padre médico Marchesini que dissesse algumas palavras.
Participei como curioso, dehoniano e pessoa solidária por tanto bem feito pelo médico. Nas palavras que referi à Televisão de Moçambique ao fim desta homenagem, ao fim da manhã eu sublinhei o esforço grande do P. Marchesini ao nível da saúde para ajudar este povo a ultrapassar algumas dificuldades.
Os dois voluntários espanhóis e os três italianos também estiveram presentes, assim como a portuguesa Linda, além de outro grupo de quatro voluntários que estão cá a trabalhar na biblioteca durante uma semana.
Como sabeis há outro grupo de 5 voluntários italianos que já estão no Alto Molocuè.
Não esqueçamos os nossos dois portugueses que estão no Niassa em Lichinga.
Fui informado que chegará um grupo de 18 voluntários italianos a próxima semana para visitar o Guruè.
Movimento há...
Um abraço para todos de Quelimane
P. Adérito Gomes Barbosa scj
Estavam as autoridades civis e religiosas.
Antes das danças culturais e discursos do administrador, as religiões católicas e muçulmanas puderam fazer a sua oração diante das pessoas que se encontravam no estádio. Depois das ofertas feitas, o administrador pediu ao Padre médico Marchesini que dissesse algumas palavras.
Participei como curioso, dehoniano e pessoa solidária por tanto bem feito pelo médico. Nas palavras que referi à Televisão de Moçambique ao fim desta homenagem, ao fim da manhã eu sublinhei o esforço grande do P. Marchesini ao nível da saúde para ajudar este povo a ultrapassar algumas dificuldades.
Os dois voluntários espanhóis e os três italianos também estiveram presentes, assim como a portuguesa Linda, além de outro grupo de quatro voluntários que estão cá a trabalhar na biblioteca durante uma semana.
Como sabeis há outro grupo de 5 voluntários italianos que já estão no Alto Molocuè.
Não esqueçamos os nossos dois portugueses que estão no Niassa em Lichinga.
Fui informado que chegará um grupo de 18 voluntários italianos a próxima semana para visitar o Guruè.
Movimento há...
Um abraço para todos de Quelimane
P. Adérito Gomes Barbosa scj
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