quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Passagem de ano? Não vi

Toda a gente fala da passagem de ano. No entanto, aqui em Nampula falhou a luz. Portanto, não vi a passagem de ano. Estava às escuras. E as lanternas são tão pequenas para se poder ver uma coisa tão grande como o ano de 2011.

Chegou 2012 e a chuva forte, com formigas voadoras. Cá estou em Napipine, na paróquia de S. Pedro, entregue aos dehonianos. Estes dias de Natal estava cá o Superior (famoso P. Elias, etnólogo), o P. Ricardo e o P. Emílio Jorge que veio de Quelimane para ajudar neste período de Natal.

Como eu já conhecia a comunidade de S. Pedro, Murrapaniua, S. Paulo, então hoje fui à comunidade de Nairuku, perto da Quinta de Nairuku. Falta-me visitar ainda a comunidade de Nahene.
Sempre acompanhado por Fausto e mais duas aspirantes da Companhia Missionária, lá fomos a Nairuku: capela pequena, mas com 120 pessoas na missa do dia 1 de Janeiro.


Lá rezamos e cantamos. Quando estava para terminar, perguntei se queriam dar algum aviso. Disseram que só no final da missa. Quando terminei a missa, então o aviso que tinham era para eu dizer quem era.

Depois de me ter apresentado, um homem disse que queria fazer uma pergunta. Eu disse que perguntasse. Ele referiu que a ideia voou naquele momento e já não podia fazer a pergunta. Mas não derrotado, disse que me viu em 1970 na Zambézia. Eu disse que fui à Zambézia pela primeira vez em 1974. Alguma coisa não bate certo. Pois.


Quando voltávamos para casa, parei num semáforo vermelho. No sentido contrário, um carro apitou. Eu não estava a perceber. Quando o semáforo ficou verde, eu arranquei. E do outro lado passa um carro. Afinal era um polícia o que apitava. Atira mal humorado: você não tem olhos. Eu disse que tinha e que tinha parado no vermelho, porque tinha olhos. Lá continuou a sua viagem a vociferar… Ai pobre mulher, a dele.

Sempre com o Fausto, a Isabel e a Lurdes, fomos visitar o monte Muhala –Expansão, onde tomamos um lanho (água de coco verde que dizem que é como o soro).
E voltámos para casa almoçar, já que há tarde havia mais missas…

Adérito Gomes Barbosa
Nampula, 1 de Janeiro de 2012

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