sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

FORMAÇÃO DE VOLUNTARIADO FEV. 2015 • ALVD LISBOA


No âmbito da formação para Voluntários(as) da ALVD de Lisboa, decorreu no passado dia 22 de fevereiro de 2015, no Centro espiritual de Alfragide, mais uma ação de formação subordinada ao tema “Hoje estamos em meditação para irmos mais além”.
 
Uma vez que esta ação se realizava no início da quaresma fez todo o sentido, participarmos no retiro quaresmal “Amar como Jesus nos ama” orientado pelo Pe. Manuel Barbosa.


Durante a parte da manhã integrámos o grupo do retiro. Deu-se início com a oração da manhã, seguiu-se um tempo de meditação em comum onde o mote foi o “Amor, exigência radical do Reino” - o amor nas palavras e na práxis de Jesus. (...)


Após o que tivemos um tempo pessoal de oração e meditação.

De seguida, o Pe. Manuel Barbosa prosseguiu com tempo de meditação em comum com “As caraterísticas do amor segundo Jesus”, referindo que o fundamental nos dias de hoje é aquilo em que consiste o núcleo da mensagem de Jesus: o amor. A proposta de Jesus é a de não conhecer nem colocar limites quando se trata de amar (...)

Seguiu-se um novo tempo de oração pessoal e meditação que aproveitámos para fazer uma reflexão em grupo, só com a equipa e voluntários da ALVD. Esta experiência revelou-se muito positiva tendo cada um(a) partilhou a característica do amor de Jesus que mais o(a) interpelou.

Na segunda parte do retiro, o Pe. Paulo Jorge Coelho compartilhou com a assembleia alguns tópicos da mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2015:
  • “A Quaresma é sobretudo um «tempo favorável» de graça (cf. 2 Cor 6,2). Deus nada nos pede, que antes não no-lo tenha dado: «Nós amamos, porque Ele nos amou primeiro» (1 Jo4,19).”
  • “A atitude egoísta de indiferença atingiu uma dimensão mundial tal que podemos falar de uma globalização da indiferença. Trata-se de um mal-estar que temos obrigação, como cristãos, de enfrentar”.
  • “A Quaresma é um tempo propício para nos deixarmos servir por Cristo e, deste modo, tornarmo-nos como Ele. Verifica-se isto quando ouvimos a Palavra de Deus e recebemos os sacramentos, nomeadamente a Eucaristia…”
  • “Os lugares onde a Igreja se manifesta, particularmente as nossas paróquias e as nossas comunidades, se tornem ilhas de misericórdia no meio do mar da indiferença!”
O padre Paulo referiu que mensagem do Santo Padre para a quaresma deste ano projeta-nos para uma grandeza que a todos nos envolve: o tempo! Tempo, esse, qualitativo que requere um modus vivendi próprio de quem se sente inscrito no povo de Deus e de quem comunga das coisas de Deus.

Depois desta leitura meditada em atitude de renovação de vida, houve um intervalo para o almoço em comum.

Da parte da tarde reuniu-se o grupo dos voluntários para ouvir o testemunho da Rita Ramalho enquanto agente de missão.

Para a Rita a missão foi desde cedo uma realidade presente na sua vida. “Tornou-se uma prática, um modo de vida, dando os primeiros passos no grupo de jovens depois do Crisma. Na altura, servindo a comunidade da Amadora, os sem-abrigo, os doentes... “e assim fui tendo sede de mais” e o desejo de partir ia crescendo no seu coração.
(...)

Depois deste interpelante testemunho, foi feita uma dinâmica de grupo que consistiu literalmente em calçarmos os “sapatos” do outro, foi muito interessante pois deu-nos a dimensão de que pormo-nos no lugar do outro não é fácil. Foi, ainda, visionado um vídeo da sua vida de missão em Lichinga.

Logo a seguir participámos na eucaristia celebrada por Dom António Braga, bispo dos Açores, que na sua homilia aludiu a sermos profetas da nossa vida e estarmos atentos ao que O Senhor quer de nós.

À laia de conclusão penso podermos afirmar que este dia foi muito enriquecedor e que este tempo da Quaresma nos foi dado como uma graça, um dom que nos foi oferecido. Uma graça que vem do amor de Deus para nós. Deus quer que cada um de nós esteja disponível para uma nova forma de amar, que Jesus inaugura para dentro do tempo histórico e que se constitui até hoje como um desafio a todos nós cristãos. Como dizia São João da Cruz “Onde não há amor, põe amor e colherás amor.”
(...)


Maria Celina Pires

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